No mundo, a falsificação de peças automotivas gera um prejuízo de U$ 12 bilhões (R$ 46 bilhões 295 mil, em conversão direta), segundo estimativa da Comissão Federal de Comércio (Federal Trade Commission, com sede nos EUA). Apenas no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira do Combate à Falsificação (ABCF), R$ 3 bilhões em arrecadação são perdidos anualmente em razão das autopeças falsificadas. O setor automobilístico só perde para os cigarros. As autopeças sem procedência são mais baratas, cerca de 30%, afirma a ABCF. A economia, no entanto, não vale a pena, já que coloca em risco a vida de motoristas, passageiros e terceiros. Ainda segundo a Associação, os profissionais das oficinas mecânicas conseguem perceber que a peça não é original, mas infelizmente há que opte por usá-las em razão do baixo custo.
Como diferenciar as peças do mercado de reposição:
Autopeças similares: são reconhecidas no mercado em que atuam, possuem a devida identificação de procedência, ou seja, a própria marca, e dão garantia. São aquelas produzidas pelas empresas independentes, encontradas nos varejos, ou seja, nas lojas de autopeças.
Autopeças originais: produzidas pelos mesmos fornecedores das montadoras.
Autopeças falsificadas: são fruto da utilização indevida de marcas alheias ou de contrabando (entram no País sem o recolhimento de impostos). Não oferecem garantia de procedência nem passam por testes para serem certificadas.
Autopeças usadas: são demandadas de atividades de desmanche.
As definições acima foram disponibilizadas pela Associação Nacional das Fabricantes de Autopeças (Anfape).
Fonte – https://bit.ly/35N5pmr