Há mais de uma década, uma das medidas governamentais para garantir que a economia nacional se mantenha aquecida é o incentivo à venda de automóveis. O segmento é o segundo maior mercado da indústria do aço e atualmente é considerado vital para o desenvolvimento econômico do Brasil. No entanto, a produção e o descarte de peças estão no centro de debates sobre desenvolvimento sustentável e preservação ambiental.
Para se ter uma ideia, a “empurrometria”, prática infelizmente bastante comum em pontos de vendas não especializados que consiste na substituição irregular de peças automotivas que não precisariam necessariamente ser trocadas, além de prejudicar a credibilidade das oficinas automotivas e centros automotivos, também impacta o bolso do consumidor e o meio ambiente negativamente. Considerando que um veículo é composto por peças complexas como metais, plásticos, óleos, graxas, pneus e baterias, é sabido que estes materiais levam muitos anos para se decompor na natureza, podendo contaminar o solo e as águas durante o seu período de degradação. Além disso, os derivados de petróleo e ácidos – existentes nas baterias – também têm um grande potencial poluidor após contato com o solo e água.